Inflação x Alimentação: entenda o aumento no preço dos alimentos

Postado por: entrerios Categoria: News, Sabor Caseiro Tag: , , , Comentários: 0 Data de postagem: outubro 6, 2020

Inflação x Alimentação: entenda o aumento no preço dos alimentos

A pandemia da Covid-19 impactou de maneira profunda a vida do brasileiro. Mais do que o isolamento social, a doença aprofundou problemas que já acompanhavam a população há alguns anos, como o aumento do custo de vida e o crescimento do número de desempregados no país. Em agosto, a inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,24% – a mais alta para o mês desde 2016. No ano, a inflação já acumula alta de 0,70%. Os altos índices de inflação se devem especialmente ao aumento dos preços dos alimentos. 

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no período entre setembro de 2019 a agosto de 2020, os principais itens da cesta básica tiveram um crescimento exponencial dos preços. O arroz, por exemplo, acumula alta de 19,25% no ano. Já o feijão, dependendo do tipo e da região, tem inflação acima dos 30%. Além disso, também houve aumento no preço da carne (40%), das aves e ovos (7,5%), da carne suína (19%), do leite longa vida (22%) e do óleo de soja (18%). 

A disparada dos preços dos alimentos se deve a um conjunto de fatores, entre eles o dólar alto e o auxílio emergencial. Por volta de agosto de 2019, o valor do dólar estava em torno de R$ 4. Atualmente, o dólar equivale a mais de R$ 5. Com a valorização do dólar em relação ao real, a exportação se torna uma opção mais atrativa para os produtores, que preferem faturar em dólar a vender no Brasil. Como consequência, o crescimento da exportação acarreta no desabastecimento do mercado interno, o que incentiva a elevação dos preços. Outro fator importante é o Auxílio Emergencial. O benefício do Governo Federal estimulou o aumento do consumo, o que desfavorece a competitividade do mercado e leva ao crescimento dos preços. Em São Paulo, por exemplo, o custo da cesta básica já superou R$ 539,95. Levando em conta que o salário mínimo é R$ 1.045, podemos concluir que a população está gastando mais da metade do valor para comprar os produtos do dia a dia.

Além disso, de acordo com dados do IBGE, a taxa oficial de desemprego no Brasil subiu para 13,3% no trimestre encerrado em junho, atingindo 12,8 milhões de pessoas. É a maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em maio de 2017. Ou seja, o cenário apresentado nos permite concluir que está ocorrendo uma ampliação e aprofundamento das desigualdades sociais no Brasil.  

Como promotores de boa alimentação e qualidade de vida, a Sabor Caseiro lamenta a situação do país e deposita suas esperanças em dias melhores. Esperamos e exigimos medidas do Poder Executivo para que possamos nos aproximar cada vez mais de uma sociedade igualitária. 

 

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