Segunda Onda da Covid-19: como devemos nos prevenir

Postado por: entrerios Categoria: Dica Sabor Caseiro, News Tag: , , Comentários: 0 Data de postagem: dezembro 8, 2020

Segunda Onda da Covid-19: como devemos nos prevenir

Nas últimas semanas, observamos um aumento do número de casos de Covid-19 em todo o Brasil. Já são mais de 170 mil mortos pela doença, e os óbitos seguem crescendo diariamente – no domingo, 6 de dezembro, o Brasil fechou a média semanal com 18% de aumento nas mortes por Covid-19. O Rio Grande do Sul (RS), um dos estados mais preocupantes, encerrou o domingo em alta quinzenal de 46% nos óbitos. A taxa de ocupação dos leitos de UTI nos hospitais gaúchos é de 81,7%, dos quais mais da metade (50,2%) são pacientes com Covid-19 ou suspeita de síndrome respiratória aguda grave. O RS já passa dos 350 mil infectados. 

Muitos especialistas apontam para a chegada da segunda onda do novo coronavírus no Brasil, assim como aconteceu em diversos países da Europa. Ao mesmo tempo em que observamos o agravamento da Covid-19 no Brasil, a população ainda possui poucas respostas e muitas incertezas com relação à vacina de imunização. O Reino Unido foi o primeiro a começar a vacinação em massa, e muitos outros países também já possuem calendários e estratégias de imunização estabelecidos. Mas no Brasil, ainda não existem muitas definições ou previsões, além dos grupos prioritários que receberão a vacina. Esse cenário ressalta a importância de continuar seguindo os protocolos de higiene e distanciamento, principalmente na época de festas de final de ano. 

“Tenho certeza que grandes encontros presenciais familiares, profissionais ou de grupos de amigos devem ser evitados. Se for importante reunir um grupo grande, que isso ocorra de forma virtual”, alerta Ruth Susin, médica intensivista. Para Susin, a medida mais eficiente para frear o contágio é evitar o contato próximo com qualquer indivíduo não coabitante, ou seja, que não vive na mesma residência. “Encontros de pequenos núcleos (máximo 3 núcleos), desde que todos os indivíduos estejam completamente assintomáticos, podem acontecer, se for de forma planejada e de preferência em locais abertos ou, no mínimo, bastante ventilados (janelas e portas abertas, inclusive as internas, para melhorar a circulação do ar)”, ressalva a médica. A profissional sinaliza que o uso de máscaras deve ser irrestrito durante todo o evento, sendo retirada apenas no momento da refeição. Além disso, só devem compartilhar a mesa residentes de um mesmo lar.

“Se houver uma mesa/buffet com os pratos/alimentos a serem compartilhados, recomendo só se aproximar da mesa usando máscara e não manipular o alimento a ser compartilhado. Porções individuais ou já montadas são melhor opção do que pratos com grandes porções que várias pessoas têm de se servir”, orienta Ruth. Durante esses encontros, a médica explica que a higiene das mãos é fundamental e deve ser realizada com frequência.

Para quem vai fazer compras, a médica também dá dicas: “Outra recomendação é evitar compras presenciais. O que não puder ser comprado pela internet ou telefone, que seja feito em momentos de baixo movimento nos estabelecimentos comerciais”, alerta. Além dos cuidados para as festas de final de ano, é preciso estar atento às situações em que o risco de contaminação é maior. Ruth Susin elencou as principais: 

– Encontros presenciais em locais fechados – risco de grande concentração de vírus

– Encontros com grande número de pessoas – maior chance de haver algum contaminado

– Distância menor do que 2 metros entre os indivíduos – risco de exposição a gotículas pela proximidade

– Presença de pessoas sem máscara e/ou falando alto/gritando e/ou tossindo – maior risco de dispersão do vírus

 

Evitar esses cenários e seguir os protocolos, com distanciamento, uso de máscara e higiene das mãos, são as melhores formas de se prevenir contra a Covid-19. Por mais que circulem muitas teorias sobre o que poderia ajudar ou não no tratamento e prevenção da doença, não existe nenhuma medida alimentar ou farmacológica, à exceção das vacinas, que seja eficaz na prevenção da doença, explicou Ruth. No entanto, a médica ressalta que manter hábitos saudáveis, com uma alimentação balanceada e exercícios físicos, pode prevenir o desenvolvimento e/ou descompensações de várias doenças, como obesidade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias e doenças cardio e cerebrovasculares. Essas doenças conferem risco de desenvolvimento de quadros graves de Covid-19.

Cuidar do corpo, evitar aglomerações e seguir os protocolos são medidas fundamentais para atravessarmos esse momento que vivemos. Esperamos que em breve possamos anunciar dias melhores! 

 

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